Dados, método e limites
Orçamento do desenvolvimento
Memória técnica · cinco anos · preços de 2025
Sobre este documento: versão, período e referências
Entenda este resultado
Como ler a memória
- O que está sendo medido
- As quantidades e preços assumidos compõem implantação, operação e margem da primeira carteira de cinco anos.
- O que pode mudar a conta
- Custo unitário e margem alteram o total. Cenários não têm probabilidades atribuídas.
- O que esta conta não resolve
- A memória não é cotação, contrato nem orçamento de toda a administração.
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Navegar pela memória de cálculo
A primeira carteira reúne doze intervenções públicas para dar condições ao desenvolvimento: serviços econômicos, energia, logística, água, pesquisa, produção e educação. Seu custo de referência seria R$ 521,93 bilhões nos primeiros cinco anos, com variação de R$ 387,19 bilhões a R$ 783,84 bilhões nos testes de preços e margem. Todos os valores são incrementais e expressos em poder de compra de 2025.
Este é um dimensionamento paramétrico proposto. Quantidades, preços, parcelas reaproveitáveis e operação foram assumidos para tornar o plano discutível e calculável. Não são cotações, inventário confirmado, intervalos estatísticos nem recursos já disponíveis. A carteira não cobre o orçamento nacional inteiro e ainda não demonstra suficiência para dobrar o PIB.
O que muda na conta
O envelope anterior de R$ 500 bilhões era uma hipótese agregada. A primeira carteira permite abrir essa conta: R$ 379,50 bilhões de implantação e pesquisa temporária, R$ 66,53 bilhões de operação e R$ 75,90 bilhões de margem para custos adicionais. A diferença para o envelope anterior é de R$ 21,93 bilhões. A conta consolidada passa a usar esta referência; os estudos com R$ 500 bilhões continuam identificados como comparações anteriores.
O programa mantém a prioridade pública de segurança, com educação, saúde e produção avançando em paralelo. A formação nacional residencial de dois anos continua futura. A carteira inclui educação regular e qualificação, mas não estima aqui toda a expansão de Sirius, saúde, ensino ou infraestrutura do país.
A primeira carteira de intervenções
Valores da tabela em R$ bilhões. As quantidades são escalas propostas para o quinquênio; “unidade” pode ser uma instalação atendida ou um módulo dentro de uma estrutura existente. Não significa criar um órgão ou edifício para cada item.
| Intervenção | Quantidade hipotética | Implantação e pesquisa temporária | Operação em cinco anos | Margem | Total em cinco anos |
|---|---|---|---|---|---|
| Serviços econômicos integrados | 2000 fluxos de atendimento | 3,00 | 1,17 | 0,60 | 4,77 |
| Conexões e eficiência energética | 50 intervenções em ativos públicos | 30,00 | 1,76 | 6,00 | 37,76 |
| Logística e acessos produtivos | 100 projetos de acesso e logística | 64,00 | 4,99 | 12,80 | 81,79 |
| Água e infraestrutura ambiental | 100 projetos hídricos e de saneamento | 64,00 | 4,99 | 12,80 | 81,79 |
| Agropecuária e alimentos | 200 unidades públicas de assistência e validação | 11,00 | 3,22 | 2,20 | 16,42 |
| Engenharia e manufatura | 100 centros públicos de engenharia e ensaio | 37,50 | 7,31 | 7,50 | 52,31 |
| Tecnologia e IA civil | 100 módulos de capacidade tecnológica | 14,00 | 5,46 | 2,80 | 22,26 |
| Biotecnologia e saúde aplicada | 80 laboratórios e unidades de validação | 25,00 | 9,75 | 5,00 | 39,75 |
| Mercados e serviços culturais | 300 núcleos de atendimento e acesso a mercados | 3,00 | 1,76 | 0,60 | 5,36 |
| Educação básica e formação docente | 10000 unidades escolares atendidas | 56,00 | 10,92 | 11,20 | 78,12 |
| Ensino técnico e qualificação | 2000 unidades de ensino técnico atendidas | 52,00 | 15,21 | 10,40 | 77,61 |
| Pesquisa estratégica por etapas | 1000 projetos de pesquisa no quinquênio | 20,00 | 0,00 | 4,00 | 24,00 |
O pacote B12 é despesa temporária de pesquisa, incluindo equipes e insumos, e não aquisição de mil laboratórios. Os demais pacotes incluem implantação, operação proporcional à entrada em funcionamento e margem. Os ativos comerciais de empresas e produtores ficam fora desta tabela.
Como as quantidades se transformam em custos
Cada pacote calcula a implantação como quantidade × [parcela reaproveitada × custo de adaptação + parcela nova × custo novo]. Os preços unitários abaixo incluem o esforço de projeto, equipamentos e implantação previsto para a unidade; obras, terrenos, passivos e sistemas específicos precisam caber nesse escopo ou ser acrescentados no orçamento executivo.
| Pacote | Unidade nova em R$ milhões | Adaptação em R$ milhões | Parcela reaproveitada | Operação anual sobre implantação |
|---|---|---|---|---|
| B01 | 2,00 | 1,00 | 50,00% | 20,00% |
| B02 | 800,00 | 400,00 | 50,00% | 3,00% |
| B03 | 1.000,00 | 400,00 | 60,00% | 4,00% |
| B04 | 1.000,00 | 400,00 | 60,00% | 4,00% |
| B05 | 100,00 | 40,00 | 75,00% | 15,00% |
| B06 | 500,00 | 250,00 | 50,00% | 10,00% |
| B07 | 200,00 | 100,00 | 60,00% | 20,00% |
| B08 | 500,00 | 250,00 | 75,00% | 20,00% |
| B09 | 20,00 | 10,00 | 100,00% | 30,00% |
| B10 | 8,00 | 4,00 | 60,00% | 10,00% |
| B11 | 40,00 | 20,00 | 70,00% | 15,00% |
| B12 | 20,00 | 20,00 | 0,00% | 0,00% |
Na referência, a margem é de 20% sobre implantação e pesquisa temporária. Ela é inteiramente consumida no teste financeiro, como hipótese conservadora de despesa. Não é uma reserva de caixa que possa ser somada novamente aos recursos disponíveis. Para menor custo, os preços e a operação são multiplicados por 0,8 e a margem cai a 10%; para maior custo, o fator é 1,4 e a margem é 30%. As quantidades permanecem iguais. São sensibilidades escolhidas para testar o orçamento, sem probabilidades atribuídas.
A operação cobre equipes adicionais, manutenção, reposição corrente, energia, licenças e insumos, conforme o pacote. O uso de percentuais é uma aproximação inicial que deverá dar lugar à quantidade de profissionais, consumo físico e contratos. Grandes reposições, expansão posterior e encerramento ainda não foram cotados.
Reaproveitar exige verificar capacidade e custo
No exercício, o reaproveitamento evita R$ 180,50 bilhões de implantação em comparação com adquirir toda a mesma capacidade nova. Esse efeito já está dentro do orçamento menor da carteira. Não é dinheiro recebido, venda de patrimônio ou economia adicional a somar aos R$ 1,49 trilhão da reforma.
Cada ativo precisa de titularidade, localização, demanda, vida útil, capacidade livre, manutenção, passivos e preço de adaptação. Uma instalação ocupada não fica disponível por decreto contábil: sua função atual precisa continuar ou ter substituição custeada. Se a inspeção não confirmar o reaproveitamento, usa-se a alternativa nova ou reduz-se o escopo, publicando o efeito.
O núcleo tecnológico, as indenizações e a capacitação da reforma já têm conta própria. B01 e B07 abrangem somente capacidade adicional do desenvolvimento. B10 e B11 são educação incremental; a folha já paga não entra outra vez. Laboratórios didáticos, laboratórios de pesquisa e projetos científicos têm objetos distintos. A execução exigirá um identificador por ativo, contrato e despesa para comprovar essa separação.
Calendário financeiro dos cinco primeiros anos
A implantação assume 5%, 15%, 25%, 30% e 25% do escopo ao longo dos cinco anos. Considera-se meia operação no ano de entrega e operação integral nos anos seguintes. É uma aproximação anual; obras longas terão curvas próprias, pois pagamento e entrada em serviço não ocorrem necessariamente no mesmo ano.
Para a pesquisa temporária B12, os percentuais representam parcelas de despesa do quinquênio, e não a abertura anual de projetos com duração obrigatória de cinco anos. Compromissos que ultrapassarem o período precisam de orçamento posterior próprio.
| Ano | Implantação e pesquisa | Operação | Margem | Necessidade orçamentária |
|---|---|---|---|---|
| 1 | 18,98 | 0,85 | 3,80 | 23,62 |
| 2 | 56,92 | 4,26 | 11,38 | 72,58 |
| 3 | 94,88 | 11,09 | 18,98 | 124,94 |
| 4 | 113,85 | 20,47 | 22,77 | 157,09 |
| 5 | 94,88 | 29,86 | 18,98 | 143,70 |
Ao final, a operação adicional da capacidade entregue seria de aproximadamente R$ 34,12 bilhões por ano, antes de novas expansões e grandes reposições. Esse compromisso segue depois do quinto ano. O custo completo dos anos seis a dez continua por dimensionar.
De onde viriam os recursos
| Fonte | Tratamento no orçamento | Condição para utilização |
|---|---|---|
| Economia operacional | Possível fonte pública após pagar a transição já incluída no teste | Confirmar redução efetiva de pagamentos, qualidade e obrigações existentes |
| Arrecadação adicional | Receita pública hipotética ligada ao cenário macroeconômico | Confirmar ingresso, restituições, vinculações e repartição entre esferas |
| Repriorização | Desloca orçamento já existente para uma finalidade nova | Identificar o gasto substituído e seu custo de encerramento |
| Capital privado nacional ou estrangeiro | Financia ativos comerciais, com riscos e direitos próprios | Projeto viável, aporte contratado, desembolso e contrapartidas constitucionais |
| Crédito público | Principal emprestado é uma saída financeira com ativo a recuperar | Prazo, fonte, risco, administração, subsídio e perda esperada dimensionados |
| Garantias | Exposição contingente, com possível custo e desembolso futuro | Limite, preço, risco e capacidade de honrar chamadas |
Nenhuma dessas fontes está confirmada para projetos concretos. Capital privado não foi usado para reduzir artificialmente a tabela pública, e não foi presumido qualquer multiplicador automático de atração de investidores. Os investimentos privados necessários em máquinas, plantas, geração e serviços terão carteira própria; sua participação não pode ser inferida como o valor que “falta” no orçamento público.
Reconciliação com as reformas e o crescimento
A tabela combina a reforma intensiva já estudada com a trajetória ilustrativa de transformação acelerada e com este orçamento. Valores em R$ bilhões de 2025. A economia operacional já desconta transição; a receita adicional usa captura marginal hipotética de 25% e a renúncia adicional permanece zero somente como premissa daquele exercício.
| Ano | Economia operacional líquida | Receita adicional hipotética | Desenvolvimento | Saldo parcial |
|---|---|---|---|---|
| 1 | 13,46 | 0,00 | 23,62 | -10,16 |
| 2 | 160,80 | 64,77 | 72,58 | 153,00 |
| 3 | 321,80 | 200,79 | 124,94 | 397,64 |
| 4 | 463,03 | 419,01 | 157,09 | 724,95 |
| 5 | 530,85 | 735,85 | 143,70 | 1.123,00 |
O resultado é uma melhora fiscal parcial hipotética de R$ 2.388,43 bilhões em cinco anos. É o subtotal que substitui o exemplo anterior de R$ 2.410,36 bilhões. Não é saldo nacional livre: faltam outros custos e a divisão dos recursos entre obrigações, estabilização, segurança, saúde, educação e investimento. A ponte de despesa por competência para efeito financeiro é assumida na comparação, ainda sem conciliação com pagamentos.
A maior falta acumulada nos fechamentos anuais seria de R$ 10,16 bilhões, antes de novos empréstimos a tomadores e do custo de financiar a própria falta. Essa é a necessidade incremental do exercício; não mede a dívida nacional nem o pico de caixa dentro de cada mês. Uma fonte de partida seria necessária mesmo com resultado positivo ao fim do quinquênio.
O modelo não recalcula o crescimento a partir dos investimentos. Mudar o orçamento testa capacidade financeira, mas não prova que a produção acompanhará a trajetória. Nenhum pacote recebeu uma parcela inventada dos R$ 27,32 trilhões de PIB.
Testes de atraso e financiamento
| Teste | Saldo fiscal parcial em cinco anos | Principal adicional emprestado | Saldo após principal | Maior falta acumulada no fechamento anual |
|---|---|---|---|---|
| Reforma intensiva; sem receita de crescimento adicional | 968,01 | 0,00 | 968,01 | 10,16 |
| Ganhos atrasam um ano; maior custo do desenvolvimento | 844,43 | 0,00 | 844,43 | 244,16 |
| Sem ganhos operacionais nem aceleração | -604,78 | 0,00 | -604,78 | 604,78 |
| Referência mais R$ 100 bilhões de principal emprestado | 2.388,43 | 100,00 | 2.288,43 | 10,16 |
No teste de crédito, R$ 100 bilhões de principal são emprestados em parcelas de zero, dez, vinte, trinta e quarenta bilhões. A finalidade é visualizar a saída de recursos, sem presumir devolução no quinquênio. O principal não vira despesa de consumo nem economia; os juros, custos administrativos e perdas exigem estimativa própria. Não há garantia ativa nesse teste e nenhuma linha de crédito foi aprovada por ele.
O atraso desloca ganhos operacionais e receita adicional por um ano, mantendo os custos nas datas originais. O caso de maior custo altera os preços e a margem do desenvolvimento; os custos da reforma mantêm suas premissas. O teste sem ganhos conserva os custos de transição e de desenvolvimento. Esses cenários não constituem previsão nem substituem análise mensal e financeira de cada projeto.
Responsáveis e escopo de cada intervenção
B01 Serviços econômicos integrados
Integração e novos serviços além do núcleo administrativo já custeado na reforma; exclui nova força de segurança.
Reaproveitamento a verificar: Cadastros, equipes e sistemas compatíveis; adaptação inclui integração e migração.
Responsável funcional: ITR e gestão econômica. Entrega: Tempo, acesso e erros por atendimento; volume de demanda validado.
B02 Conexões e eficiência energética
Conexões, recuperação e eficiência na infraestrutura pública; não cobre toda geração ou transmissão nacional.
Reaproveitamento a verificar: Redes e instalações com vida útil e capacidade demonstradas.
Responsável funcional: Gestão energética e operadores públicos. Entrega: Capacidade entregue, confiabilidade e energia por unidade produzida.
B03 Logística e acessos produtivos
Adaptações e trechos críticos de infraestrutura pública; sem presumir cobertura de todo corredor ferroviário ou rodoviário.
Reaproveitamento a verificar: Acessos, terminais e estruturas úteis, com reforço e manutenção cotados.
Responsável funcional: Gestão de infraestrutura. Entrega: Fluxo demandado, custo por carga e redução de perdas.
B04 Água e infraestrutura ambiental
Capacidade incremental de água, saneamento e reúso ligada aos territórios atendidos; não universalização nacional completa.
Reaproveitamento a verificar: Redes e instalações compatíveis com segurança hídrica e demanda.
Responsável funcional: Gestão territorial e ambiental. Entrega: Água disponível, efluentes tratados e capacidade licenciada.
B05 Agropecuária e alimentos
Assistência, ensaios, demonstração e qualidade; exclui o investimento comercial das fazendas e indústrias.
Reaproveitamento a verificar: Extensão rural, laboratórios e instalações de demonstração.
Responsável funcional: Gestão produtiva e pesquisa agropecuária. Entrega: Perdas, produtividade, qualidade e conservação por projeto.
B06 Engenharia e manufatura
Engenharia, certificação e ensaios compartilhados; não são cem fábricas subsidiadas.
Reaproveitamento a verificar: Oficinas e laboratórios com equipamentos úteis e acesso regulado.
Responsável funcional: Gestão produtiva e pesquisa. Entrega: Empresas atendidas, qualidade, custo e produtos validados.
B07 Tecnologia e IA civil
Capacidade incremental de pesquisa, computação e software além da tecnologia da reforma; módulos não significam cem novos data centers.
Reaproveitamento a verificar: Centros e capacidade compatível, cobrando adaptação, energia e equipe adicionais.
Responsável funcional: ITR e pesquisa civil. Entrega: Desempenho, custo completo, capacidade própria e uso demonstrado.
B08 Biotecnologia e saúde aplicada
Ensaios e desenvolvimento civil; exclui expansão geral da rede assistencial e compras comerciais já custeadas.
Reaproveitamento a verificar: Laboratórios e hospitais de ensino com qualidade e biossegurança demonstradas.
Responsável funcional: Pesquisa, saúde e regulação. Entrega: Etapas de validação, disponibilidade de insumos e capacidade científica.
B09 Mercados e serviços culturais
Serviços e preparação de projetos; não cria trezentos órgãos, embaixadas ou prédios.
Reaproveitamento a verificar: Equipes, espaços culturais e serviços de comércio existentes.
Responsável funcional: Gestão econômica, cultural e relações externas. Entrega: Clientes atendidos, compradores efetivos e capital desembolsado.
B10 Educação básica e formação docente
Melhoria incremental de infraestrutura, materiais e apoio docente nas unidades selecionadas; não é orçamento da rede nacional inteira.
Reaproveitamento a verificar: Escolas aptas a adaptação, com trabalho adicional sem repetir folha já coberta.
Responsável funcional: Educação. Entrega: Aprendizagem, acesso, condições de ensino e formação docente.
B11 Ensino técnico e qualificação
Laboratórios didáticos, docentes e operação incrementais; exclui formação nacional residencial futura.
Reaproveitamento a verificar: Unidades de ensino com capacidade adaptável; separadas dos laboratórios de pesquisa B05 a B08.
Responsável funcional: Educação e gestores dos programas. Entrega: Vagas úteis, aprendizagem, conclusão e competências disponíveis.
B12 Pesquisa estratégica por etapas
Despesa temporária de equipes, insumos e experimentos; sem repetir prédios ou equipamentos de B05 a B08.
Reaproveitamento a verificar: Usa infraestrutura orçada em outras linhas; aqui somente trabalho e insumos adicionais.
Responsável funcional: Pesquisa civil; ITR e IDE na etapa prevista. Entrega: Marcos científicos e técnicos, avaliação e decisão de continuidade.
Os primeiros cem dias de preparação
| Período | Entrega | Quem prepara |
|---|---|---|
| Dias 1 a 30 | Inventário de ativos úteis, orçamento atual, demanda e custos já cobertos; identificação dos responsáveis | Gestão financeira, patrimonial e gestores de cada programa |
| Dias 31 a 60 | Comparação entre adaptação e construção; quantidades físicas, pessoal, preços e manutenção por projeto | Equipes técnicas, educação, pesquisa e operadores |
| Dias 61 a 100 | Primeiros projetos com orçamento, cronograma, fontes, riscos, entregas e avaliação | Gestão dos programas e controle financeiro |
Começam os estudos de energia, logística e água que permitam usar melhor a produção existente, junto da capacidade de atendimento, educação e tecnologia necessária para executá-los. A implantação depende do resultado dos estudos e da disponibilidade de recursos. A preparação está incluída nos custos paramétricos; não cria uma despesa adicional automática de cem dias.
Como substituir a hipótese por orçamento executável
Para cada projeto, registrar local, público atendido, quantidade, capacidade existente e adicional, alternativa nova, custo de adaptação, pessoal e operação anuais, manutenção, tributos, prazo, fontes e compromissos. Mostrar quais despesas já estão em outra linha. A identificação de uma duplicidade reduz a parcela incremental; a descoberta de passivo ou escopo faltante aumenta o custo.
A avaliação compara entrega, prazo, custo e resultado social. Educação e saúde mantêm objetivos próprios; não precisam produzir arrecadação imediata para ter valor. Os responsáveis publicam mudanças de premissa e custo, e interrompem a expansão de projetos que não demonstram capacidade de entrega.
O próximo orçamento a detalhar é energia e infraestrutura que destravam produção existente: demanda, rede, água, manutenção, alternativas de conexão e capacidade adicional por projeto. Em paralelo, o ensino e a qualificação dimensionam as equipes necessárias. Só depois desse trabalho será possível estimar se a carteira cobre a capacidade requerida pelo crescimento pretendido.
Fontes e documentos relacionados
As referências apoiam o método de avaliação de alternativas, ciclo de vida e planejamento físico. Os quantitativos, preços unitários, margens e taxas operacionais desta primeira carteira são hipóteses propostas para Alegoria, e não valores extraídos dessas fontes. Estudos energéticos brasileiros servem como referência técnica e não como compromisso institucional ou escala automaticamente adotada.
Banco Mundial — definição, viabilidade e custo de ciclo de vida.
FMI — manual de gestão do investimento público.
EPE — estudos físicos e custos de geração e transmissão do PDE 2035.
Desenvolvimento e Prosperidade apresenta a meta. O plano econômico consolidado reconcilia reformas e desenvolvimento. O financiamento conserva as comparações anteriores e o registro de caixa; a conta nacional mantém abertas as políticas ainda não dimensionadas. O plano educacional define os objetivos de ensino.